“A palavra foi dada ao homem para explicar os seus pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma as nossas palavras são retratos dos nossos pensamentos.” Jean Molière

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Salve Mãe Terra!


Foto: Google.
Do ventre da Mãe Terra
A vida nova!

Salve Mãe Terra!

Tua persistência é minha força,
Minha garra em querer acreditar na vida!

Do ventre da Mãe Terra
Minha vida nova!

Tupã esposou Mãe Terra
E gerou vida nova em mim
Por meio do Verbo Encarnado!

Ah, Mãe Terra!
Dá-me um pouco de tua resistência
Para que eu possa aguentar a dilatação do útero de minha alma...
Ela que está gemendo a dor do parto...
Dá-me um pouco de tua paciência
Que se renova a cada ciclo da vida!

Salve Mãe Terra!
Salve a vida nova em mim!

(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)

Podes tudo meu Deus!

Foto: Elisangela Dias Barbosa.

Tens a capacidade
de arrancar lágrimas de minha árida alma...

Tens a capacidade
de estremecer meu coração com o toque suave de tua presença...

Tens a capacidade
de despertar minha lucidez
com tua loucura divina
em dizer-me o quanto me queres...

E nesse contraste de sentimentos,
de dúvidas e certezas,
sou feliz assim...
Porque tens a capacidade
de fazer-me sentir
EXAGERADAMENTE
amada por ti meu Deus!

(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)


Com licença poética

Foto: Google Images.

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Reecanto dos olhos


Foto: Elisangela Dias Barbosa, 2013.


A vida nos fez encontrar,
A vida nos fez separar.
Passos distantes,
Amor adormecido.

 O tempo passou,
O amor dormiu...
Estava ali como pedra preciosa
A ser redescoberta novamente...

O tempo abriu as janelas
Assim pude reencontrar teus olhos,

Sentir tua melodia,
Ouvindo tua canção em mim.

“Reencanto” dos olhos, sorriso da alma andarilha...
O que resta?
Não resta.
O passado é passado.
O hoje é o encantamento pelos olhos já conhecidos...

Passos novos com fotografias velhas gravadas na memória,
Que de preto em branco passam a ser coloridas.
Fotografias velhas são memórias secretas de um passado imperfeito
Que está se tornando futuro imediato
Neste meu presente contínuo.



(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A arte de tecer...


Na essência de nosso Ser Mulher,
pincelada da Mãe Terra em nossas entranhas,
a arte de tecer a/com vida,
com as mãos, nos gestos de amor e encanto.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Identidade sem terra




Nossa terra de exílio é nossa própria terra!
 
Nela, caminhamos como estrangeiros...
 
Nela, mendigamos por respeito e consideração...
 
Somos lendas vivas de um olhar folclórico
 
Que nos vê como páginas vivas
 
De um passado morto a ser preservado em fotografia!
 
Mas temos nossa identidade

Ainda que roubada nossa dignidade humana,
 
Ainda que escravos e vítimas do capitalismo

Que destrói as entranhas da Mãe Terra com o seu progresso...
 
Nossa identidade, nosso chão interior,
 
Nossa bagagem ancestral nesta terra de exílio!


(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)

domingo, 23 de setembro de 2012

Meu poema perdido























Tive a capacidade de perder um poema...

Amado meu onde foste parar?

Quero mergulhar no teu lirismo,

Explorar tua palavra invisível,

Encontrar-me em teus versos...

Mas onde estás?


(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)