“A palavra foi dada ao homem para explicar os seus pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma as nossas palavras são retratos dos nossos pensamentos.” Jean Molière
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Pelas Comunidades Negras Brasileiras
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| Foto: Ana Martins, 2013. |
"Está com todo som, na boca nas palavras.
Está em outro tom, nas sílabas caladas.
A minha linda voz.
Está como eu estou nas roupas, nas sandálias.
Está aonde eu vou na rua, nas calçadas
A minha linda voz
Sou negra livre
Negra livre
Cheguei aqui a pé.
Para destoar
Para dissolver
Para despertar
Pra dizer
Está na cara, a cor, na sombra das imagens.
Em tudo o que supor, nos contos, nas miragens
A minha linda voz.
Está em toda dor, na gota de uma lágrima.
Da em qualquer sabor na beira da estrada
A minha linda voz.
Sou negra livre
Negra livre
Cheguei aqui a pé.
Para desnudar
Para derreter
Para descolar
Pra viver
Para devolver
Para desbocar
Pra doer
Para desamar
Para adormecer
Para desfilar
Pra vencer!"
(Canção Negra Livre, Negra Li e Nando Reis)
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Para a Juventude Pejoteira de Belo Horizonte!
Faça sua inscrição no Blog da Pastoral da Juventude:
Diante do caminho já trilhado, das opções feitas ao longo da
existência da Pastoral da Juventude e do momento vivido pela Igreja do Brasil
celebramos, este ano, uma data muito significativa: o jubileu de 40 anos da
Pastoral da Juventude no Brasil!
As comemorações dos 40 anos da PJ contarão com iniciativas,
atividades e ações que desencadearão processos significativos na vida e na
caminhada dos jovens organizados como PJ e de tantos outros que poderão fazer
parte desta bela festa de vida, histórias e comunhão.
É nesse contexto que a Pastoral da Juventude da Arquidiocese
de Belo Horizonte promoverá um grande momento de partilha, evangelização e
formação de grupos e lideranças jovens: o Encontro Arquidiocesano da Pastoral
da Juventude.
O Encontro Arquidiocesano será espaço de vivências,
integração e formação para motivar os jovens a atuarem nas Comunidades e
Paróquias em sintonia com a Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude que
acontecerá em Belo Horizonte, em 2014 e dar continuidade ao processo de
“Kairós” após a Jornada Mundial da Juventude.
sábado, 27 de julho de 2013
Carta ao Papa Francisco
| Foto: Arquivo da CPT. |
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), junto com as Pastorais
do Campo, como Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Conselho Pastoral dos
Pescadores (CPP), Serviço Pastoral do Migrante (SPM) e Pastoral da Juventude
Rural (PJR), enviaram, através de Dom Enemésio Lazzaris, presidente da CPT,
Carta ao Papa Francisco chamando-o para conhecer a realidade das comunidades
rurais no Brasil. O documento, assinado por Dom Enemésio, salienta a postura
simples do novo Papa, e as recorrentes falas de aproximação da Igreja aos
pobres. Da mesma forma, apresenta o trabalho das Pastorais do Campo, que ouvem
os clamores desses povos e suas lutas cotidianas pela garantia de seus direitos
e pela permanência na terra.
A Carta destaca que a regularização dos territórios
tradicionalmente ocupados e da tão sonhada reforma agrária, ainda são assuntos
intermitentes na pauta governamental. Ao mesmo tempo, as Pastorais demonstram
esperança de que um dia o Papa possa visitar essas comunidades, dando uma
demonstração concreta do compromisso da Igreja, conforme Jesus, com os pobres
na terra.
Confira o documento:
Caríssimo Irmão Francisco,
Como é bom nos dirigir ao senhor chamando-o simplesmente de
irmão, sem qualquer outro título que o distancie do projeto de Jesus.
Sentimo-nos muito próximos do senhor por esta sua postura simples e sonhamos
com um dia a Igreja se ver totalmente livre, simples e pobre como Jesus de
Nazaré, ao lado dos pobres com tantos rostos e nomes. Queremos saudar sua
presença no Brasil na Jornada Mundial da Juventude.
Quem somos nós?
Somos um conjunto de pastorais da igreja que
atuam junto aos homens e mulheres do campo e das águas: o Conselho Indigenista
Missionário (CIMI), que atua junto aos povos indígenas de todo o Brasil; a
Comissão Pastoral da Terra, CPT, que tem sua atuação junto às diversas
categorias de camponeses e camponesas, junto aos trabalhadores e trabalhadoras
sem-terra, aos pequenos agricultores familiares, às comunidades quilombolas
(comunidades remanescentes formadas por afrodescendentes fugidos da escravidão)
e junto aos trabalhadores que acabam submetidos a condições análogas ao
trabalho escravo; o Conselho Pastoral dos Pescadores, CPP, que tem como
objetivo ser presença de gratuidade evangélica no meio dos pescadores e
pescadoras artesanais, estimulando suas organizações para a preservação do meio
ambiente e a permanência em seus territórios tradicionais; o Serviço Pastoral dos Migrantes, SPM, que
desenvolve sua ação junto às famílias que constantemente migram em busca de
melhores condições de vida, ou de pessoas que todos os anos procuram em outras
regiões, longe de suas casas, trabalhos
temporários; a Pastoral da Juventude
Rural, PJR, que atua com os jovens camponeses.
Neste serviço solidário ouvimos todos os dias os gemidos de
dor e angústia de milhares de famílias que foram ou ainda são espoliadas de
suas terras, de seus meios de subsistência e de sua cultura, que são
discriminadas e invisibilizadas Os direitos destes povos, comunidades e
famílias são constantemente negados para abrir espaço ao avanço de empresas e
empreendimentos capitalistas com seus grandes projetos de “desenvolvimento” com
construção de hidrelétricas, exploração de minérios, monocultivos do
agronegócio e outros que tudo querem transformar em mercadoria.
Quando alguns direitos são reconhecidos, acabam não sendo
respeitados. Para serem reconhecidos é preciso percorrer um penoso e
desgastante processo que se prolonga por décadas. Isto acontece, sobretudo
quando se trata do direito aos territórios dos povos indígenas, das comunidades
quilombolas, dos pescadores e ribeirinhos e de outras comunidades tradicionais.
Porém o reconhecimento e regularização destes territórios e a sonhada Reforma
Agrária continuam presentes na sua pauta.
Este trabalho evangélico desenvolvido por bispos, padres,
religiosos e religiosas e, sobretudo, por leigos e leigas sofre o ataque de
diversos setores da sociedade, em especial daqueles que se colocam como os
únicos portadores de direitos, em particular do direito de propriedade e dos
que os apoiam. O mais angustiante, porém, é que esta incompreensão a
encontramos também em setores da própria igreja e da parte de muitos bispos e
padres que estão mais ao lado dos que têm bens e poder, do que ao lado dos
pobres.
Irmão Francisco, cada vez que o ouvimos falar que a igreja
deve sair de dentro de suas estruturas e estar ao lado dos pobres para ouvir
seus clamores e sentir de perto seus sofrimentos, nos sentimos apoiados e
fortalecidos em nosso trabalho e em nossa Missão que é a missão samaritana de
ajudar a que os caídos se levantem e caminhem por si, a que os oprimidos ergam
a cabeça reconhecendo sua dignidade de filhos e filhas de Deus.
Gostaríamos imensamente que um dia o senhor pudesse
pessoalmente conhecer de perto a realidade do povo das comunidades com as quais
trabalhamos para dar-lhes uma palavra de incentivo e afeto. Mas como no momento
não é possível, gostaríamos que mesmo de longe envie sua palavra de conforto
para eles que sofrem a cada dia as
violências e as ameaças à vida e à dignidade humana.
Que o Senhor que é pai e mãe de todos abençoe seu ministério
à frente da Igreja e abençoe a todos e todas nós.
Dom Enemésio
Lazzaris - Bispo de Balsas - MA
Presidente
da Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Rio de Janeiro, 23 de julho de 2013.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Encontro Arquidiocesano da Pastoral da Juventude
| Foto: Elisangela Dias Barbosa, 01 de julho de 2013. |
No dia 25 de agosto (domingo), teremos o Encontro Arquidiocesano da Pastoral da Juventude de Belo Horizonte. O mesmo ocorrerá no Colégio Marista Dom Silvério, das 8h às 17h.
O encontro, pós JMJ Rio 2013, quer ser um espaço de convivência e interação entre os grupos de jovens de toda Arquidiocese de Belo Horizonte: espaço de formação, espaço celebrativo, espaço de descontração e conhecimento dos vários projetos nacionais da PJ, os quais são apresentados no subsídio "Somos Igreja Jovem".
"Enquanto existir um raio de luz
E uma esperança que a todos conduz
Existe a certeza, plantada no chão
Ternura e beleza não acabarão
Pois a juventude que sabe guardar
Do amor e da vida não vai descuidar
O rosto de Deus é jovem também
E o sonho mais lindo é ele quem tem
Deus não envelhece, tampouco morreu
Continua vivo no povo que é seu
Se a juventude viesse a faltar
O rosto de Deus iria mudar".
(Trecho da canção O Mesmo Rosto, de Jorge Trevisol)
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Oração da causa indígena (de Dom Pedro Casaldáliga)
“No dia do Corpo de Cristo (30/05/2013), a Polícia Federal manchou de
sangue mais uma página da história dos povos indígenas, com o consentimento do
governo. Faz quinhentos anos que nós sofremos e hoje, no dia do Corpo de
Cristo, mataram nosso parente Terena Osiel Gabril.”
Valdomiro Vergueiro
Cacique Kaingang do Morro do Osso
Pai-Mãe da Terra e da Vida,
Deus Tupã de nossos pais e mães,
Venerado nas selvas e nos rios,
No silêncio da lua e no grito do sol:
Pelos altares e pelas vidas destruídas
Em teu nome, profanado,
Nesta nossa Abia Yala colonizada,
Te pedimos que fortaleças
A luta e a esperança dos povos indígenas
Na reconquista de suas terras,
Na vivência da própria cultura,
Na fruição da autonomia livre.
E dá-nos (a nós, neocolonizadores)
Vergonha na cara e amor no coração
Para respeitarmos esses povos-raiz
E para comungar com eles em plural Eucaristia.
Awere, Amém, Aleluia!
de Dom Pedro Casaldáliga
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Paulo Suess: Dom Roque Paloschi: “Qual é o pão da vida, que hoj...
Paulo Suess: Dom Roque Paloschi: “Qual é o pão da vida, que hoj...: D. Roque Paloschi O bispo de Roraima (RR), dom Roque Paloschi, celebrou a Santa Missa da 51ª Assembleia Geral, nesta terça-feira...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
"Menino Sol"
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| Foto: Elisagela Dias Barbosa, 2012. |
Um menino índio fez a dança da chicha no meu coração.
Encarnou um ritual de amor sob o arco-íris, incorporando o elo entre o humano e o divino, entre o tangível e o intangível, entre o real e o sonho, anunciando a chegada de uma divindade.
Um pouco de Eros, o deus grego do amor, filho de Zeus e de Afrodite, a deusa que me guia.
Um menino deus, com um pé no Olimpo e outro aqui, no mundo dos homens e das mulheres, que lança nos corações humanos flechas de sensibilidade, de encanto, de esperanças libertárias.
Menino sol, menino luz, farol a indicar caminhos nas noites sem lua cheia, nas noites sem poesias, sem tertúlias.
Menino anjo, mensageiro do sonho de justiça e igualdade, guardião de um outro mundo possível, de um futuro de beleza para humanidade, mesmo que uns ainda teimem em negá-lo.
Menino índio, menino deus, menino sol, menino da cor do arco-íris.
Menino índio, menino deus, menino sol, menino da cor do arco-íris.
Maiakóvski
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil
"A poesia tem comunicação secreta com o sofrimento da humanidade". (Pablo Neruda)
Nesta postagem, nada de poesia! Mas o espaço à palavra aberta e solidária para que esta, a Poesia, não morra na vida do Povo Indígena Kaiowá-Guarani.
Acesse o link abaixo para ler a Carta Testamento deste povo.
Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil
Nesta postagem, nada de poesia! Mas o espaço à palavra aberta e solidária para que esta, a Poesia, não morra na vida do Povo Indígena Kaiowá-Guarani.
Acesse o link abaixo para ler a Carta Testamento deste povo.
Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil
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| Do filme "Terra Vermelha". |
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