“A palavra foi dada ao homem para explicar os seus pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma as nossas palavras são retratos dos nossos pensamentos.” Jean Molière

domingo, 23 de setembro de 2012

Meu poema perdido























Tive a capacidade de perder um poema...

Amado meu onde foste parar?

Quero mergulhar no teu lirismo,

Explorar tua palavra invisível,

Encontrar-me em teus versos...

Mas onde estás?


(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)

sábado, 22 de setembro de 2012

Com Cristo Migrante.wmv





Existem canções que expressam muito bem nossos sentimentos profundos. Esta é uma dessas. A letra me inspira sempre mais a acreditar no homem-humanidade, protagonista de sua história e de sua fé em Jesus de Nazaré.
Tem nosso rosto latinoamericano... Tem sabor de garra e determinação... Tem a esperança-certeza de um novo amanhã, cantada na voz das juventudes, alimentada nos passos de cada homem peregrino.
"Com Cristo migrante... levamos ao mundo mensagens de amor... abrimos caminho para o reino de Deus.. peregrinamos até a unidade... vivemos um sonho que se faz realidade".

Sou urucum




Foto: Elisangela Dias Barbosa.
  

Natureza morta
É boca sem sorriso,
Olhar sem esperança,
Pés sem rumo.

Quadro sem cor de um eu que já morreu.

Nasci de novo.

Hoje sou urucum:
Cor da vida,
Cor da guerra,
Encanto explosivo natural,
Tinta sagrada do guerreiro,
Segredo de mulher.

(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)

Clausura ecológica



Foto: Google Images.
 
Vi a aurora,
Nadei no rio,
Tomei meu mingau de carimã...
Agora pego meu arco e minha flecha
Para entrar nas veredas da floresta,
Meditar seus sons,
Contemplar seus sinais,
Reverenciar os gigantes verdes enraizados,
As árvores.
Silêncio da mata é oração da alma:
Clausura ecológica
De quem quer escutar Tupã,
Colher suas palavras
Que se revela na criação.

(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Guerreiros "vagalumes"


Foto: Google Images.

Meu espírito vagabundo
Sopra forte dentro de mim...
Por um momento,
Não sei quem sou e nem o que serei...
Estou na metamorfose do tempo
Em um espaço limítrofe,
Quilômetros e quilômetros
Longe de meu povo...
E esta vida louca
Tento atravessá-la,
Sob forte ventania,
Deixando aflorar minha loucura da alma
Que me diz para ficar,
Que me diz para ir...
Qual voz tem razão nessa louca indecisão?
Tupã me deixou livre no caminho,
Mas esqueceu-se de indicar a estrada...

Tupã, o mais louco dos loucos,
Tira seus guerreiros da aldeia
Para que andem como vagalumes na noite escura
A iluminar a trilha dos homens embrenhados na grande Floresta...
Arco e flecha na mão,
Caminham solitários
A escutar o canto da tribo,
Bem longe,
A dizer-lhe que não estão sozinhos nessa travessia:
Guerreiros são guerreiros porque caminham com os pés
E voam com a alma até a Maloca Mãe...
Lugar onde deixaram seu coração
E para onde voltam no pensamento
Pela força da saudade!
Mas tudo isso é culpa de Tupã
Que não deixa seus guerreiros em paz
E coloca vento em seus passos
Para que sigam em caminhada,
Na trilha da vida,
Até descansarem na tão esperada
Terra Sem Males!

(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)

A vida de cada dia


A vida vale a pena
Sempre e em qualquer circunstância!
Caminhei muito...
Subi serras.  Atravessei rios. Cruzei mares. Contemplei outros céus. Atravessei fronteiras.
Apesar de tanta estrada,
Sob o sol quente ou sob a sombra refrescante da vida,
Carrego comigo minha bagagem de palha especial:
Um coração repleto de rostos,
Dos amigos e da família...
Lembranças daqueles dias que me fizeram dizer:
"Hoje, valeu a pena viver".


(Poesia de Elisangela Dias Barbosa)